domingo, 29 de novembro de 2009

Agentes de saúde podem ter piso de dois salários mínimos

26/11/2009

Um pedido de inversão de pauta feito pelo deputado André Vargas (PT-PR), garantiu a votação ontem, 25/11, a votação e aprovação por unanimidade da Proposta de Emenda Constitucional nº 391/09, conhecida como a PEC dos Agentes de Saúde. Vargas, que coordenou a votação, defendeu que seja estabelecido por lei, um piso mínimo para os agentes de dois salários mínimos, além de outros benefícios trabalhistas. Além disso, deverá ser criado um plano de carreira para a categoria, cuja elaboração ficará a cargo dos estados e municípios.

O deputado ressalta ainda que, se aprovada em todas as instâncias e sancionada pelo presidente, o novo piso não vai onerar os municípios, pois o repasse deverá ser feito pela União. Hoje o repasse mensal hoje é de R$ 651 por trabalhador, mas muitas prefeituras usam esses recursos para outros fins.

A medida, segundo Vargas, vai atingir cerca de 150 mil agentes que trabalham sem contrato e garantir a contração destes agentes por meio de seleção pública. “Estou bastante animado. É um direito dessas pessoas e lutamos há muito tempo por isso e demos um passo a mais”, enfatizou Vargas.

Os agentes são lideranças que todos os dias nas casas das pessoas para verificar as situações de endemias e aqueles que fazem um trabalho de aferição de pressão, orientação de pré-natal, nutrição infantil, ou seja, o trabalho preventivo. “Para muitas famílias eles são ‘os médicos’, que aparecem em suas casas”, afirma o deputado.

Hoje as agentes somam 300 mil em todo país. A regulamentação das atividades desses profissionais já existe (Lei 11.350/06). Entre as suas atribuições, está a de atuar na prevenção de doenças e na promoção da saúde por meio de ações domiciliares ou comunitárias, segundo diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta deve ser votada nos próximos 15 dias num segundo turno na Câmara e passar ainda por duas votações no Senado. O deputado espera que a votação seja concluída já no início do ano que vem para que os estados e municípios comecem a estruturação do plano de carreira.



Meire Bicudo / Assessoria de Imprensa dep. federal André Vargas

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Com bastante chuva, tenham todos um ótimo fim de semana!!!!

O comportamento médio dos índices que estimam a instabilidade atmosférica continuam semelhantes aos dos últimos dias ou seja, o potencial para o desenvolvimento de áreas chuvas continua alto numa área que vai de santa Catarina até parte dos estados do Sudeste do Brasil. O SIMEPAR mantém válidos os alertas de tempestades emitidos ainda para as próximas 18 h sobre a maioria das regiões paranaenses com especial atenção para os seotres central, sul, sudeste e para o leste (litoral).

Trabalhadores pressionam governo por atualização do valor do piso salarial em 2010

Escrito por CNTE com informações da Agência Câmara
27/11/2009

O vice-presidente da CNTE, Milton Canuto de Almeida, esteve presente, na manhã desta quinta-feira (26), na reunião da Comissão de Educação e Cultura da Câmara que discutiu sobre a atualização do valor do piso salarial dos educadores. O atual piso, vigente desde janeiro deste ano, é de R$ 950. A reunião, inicialmente, seria uma audiência pública, mas a maioria dos convidados não compareceu, entre eles o representante do Ministério da Educação. "A Câmara, o Supremo Tribunal Federal e o MEC têm papel fundamental para a resolução conjunta dessa questão", disse Milton.

O deputado Severiano Alves (PMDB-BA), que sugeriu a reunião, espera realizar ainda na próxima semana uma audiência pública para ouvir oficialmente o governo e ter as bases para fechar um acordo. "Nós temos que sentar com o governo urgentemente para fazer um acordo. A correção tem que entrar em vigor a partir de janeiro de 2010", defendeu o deputado.



Atualização do piso

A preocupação em relação à atualização do piso se explica pela demora da entrada em vigor das medidas previstas na Lei 11.738/08. A lei passou a valer a partir de 1º de janeiro de 2009, ainda que estabelecesse que sua vigência se daria a partir de janeiro de 2008. Se assim fosse, já em 2009, o piso salarial deveria ser corrigido ou atualizado monetariamente para R$ 1.132.

"Nós temos que corrigir para 2010, mas em que base? Os R$ 950, que estão vigorando hoje, ou os R$ 1.132 que não foram aplicados a partir de janeiro deste ano?", questionou Severiano Alves. O deputado reclamou da demora do governo em enviar ao Congresso as metas de aumento dos valores per capita do Fundeb.

Deputados Iran Barbosa e Severiano Alves sugeriram o debate sobre o piso dos professores. Para o deputado Iran Barbosa (PT-SE), que também sugeriu a audiência, a revisão já deveria ter sido feita em 2009. "A lei está sendo desrespeitada", afirmou.



Divergências

O vice-presidente da CNTE insistiu que é preciso garantir o cumprimento da lei. Segundo Milton Canuto, os municípios têm condições de pagar o piso. "O estado de Alagoas tem o menor custo-aluno do país. Hoje, grande parte dos municípios deste estado aplica piso e carreira". Para ele, as indefinições sobre o piso causam muitos prejuízos para a categoria, inclusive no que diz respeito à aposentadoria.

Já o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Eduardo Sanches, e a representante da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) na reunião, Selma Maquiné, ponderaram que muitos municípios não têm como pagar nem mesmo o piso de R$ 950 vigente.

Carlos Eduardo Sanches argumentou que a educação perdeu muitos recursos neste ano, em razão da crise econômica e da queda na arrecadação do governo devido à desoneração de impostos. Sanches afirmou que a Undime vai pedir ao governo a edição de uma medida provisória que libere recursos para o pagamento do salário de dezembro e o 13º dos professores e dos demais trabalhadores da educação.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

"BETO RICHA TUR" acompanhe suas viagens no Twitter pelo Paraná!!

24/11/2009 - Carta de repúdio ao prefeito Beto Richa


24/11/2009 – 17:55


Veja como BETO trata os servidores públicos de CURITIBA.

A diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) vem tornar público seu sentimento de repúdio ao prefeito de Curitiba Beto Richa pelas suas atitudes anti-democráticas para com os trabalhadores e que configuram prática antissindical.

Mesmo diante da morte de quatro guardas nos últimos cinco meses, Richa se furtou a tomar qualquer medida que vise resolver os problemas da categoria, obrigada a conviver com péssimas condições de trabalho. Os resultados da sua forma de gestão são um aumento excessivo da carga de trabalho e desgaste físico e mental dos guardas que não recebem um salário adequado para reposição da sua força de trabalho.

O ápice da sua falta de respeito para com os trabalhadores se configurou ontem (23/11), quando se negou a receber os guardas para a negociação de uma pauta de reivindicações. Suas viagens a outras cidades, em um período pré-eleitoral, parecem ser mais importantes do que a vida daqueles que trabalham dia-a-dia na proteção da cidade e da população. Os diretores do Sismuc entendem essa atitude como uma forma de desconsideração daqueles que se dedicam para fazer do serviço público curitibano cada vez melhor.

Na mobilização realizada ontem, no centro da cidade, ao chegarem na sede da prefeitura, em busca de respostas à pauta protocolada no dia 3 de novembro, os cerca de 500 guardas depararam-se com as portas fechadas. Não bastasse a ausência de Beto Richa, sua administração ainda trata os servidores como pessoas estranhas à sua própria casa. Impedir que os trabalhadores da prefeitura entrem no prédio principal da administração é uma atitude que rejeita a possibilidade de diálogo e representa o medo diante de uma categoria organizada e cansada de tantas injustiças.

Ainda ontem, como se não bastasse sua atitude antidemocrática, o prefeito ainda fez uma declaração infeliz em uma rádio de Curitiba. Segundo a matéria, Richa “ironizou os pedidos” e disse que “o Sismuc não pode ser levado a sério”.

Essas são as palavras de um gestor que não reconhece o direito de organização dos trabalhadores, que desconsidera o fato de que 8,5 mil servidores filiados garantem legitimidade para uma entidade que cresce em número de sindicalizados a cada ano. Sua intenção, conforme demonstrado em outras oportunidades, é desmoralizar um instrumento de luta legítimo construído pelos trabalhadores e que tem por principal objetivo a defesa dos interesses daqueles que constroem essa cidade, a cidade da qual o próprio prefeito se utiliza para seus objetivos partidários-eleitoreiros.

Mas suas palavras não são uma afronta apenas ao Sismuc e aos diretores que se dedicam na organização dos servidores. Representa também a opinião de quem desconsidera a reivindicação de um segmento da categoria que está em pânico. Pais e mães de famílias assustadas e preocupadas com a possibilidade de conflitos no local de trabalho e fora dele. Trata-se de um desrespeito aos guardas municipais e de toda uma categoria cansada da intensificação do trabalho, das metas, da falta de alimentação, das avaliações e dos baixos salários. Enfim, é não levar em conta que a qualidade do serviço público é determinada pelas condições de trabalho e, por isso, trata-se também de um desrespeito com a própria população que depende dos serviços públicos.

Por tudo isso, o Sismuc se mantém firme na luta contra a política neoliberal do prefeito Beto Richa, por melhores condições de trabalho e por mais democracia na gestão pública de Curitiba.

- Não às práticas antissindicais;

- Por mais democracia na gestão pública de Curitiba;

- Por melhorias nas condições de trabalho dos servidores;

- Por respeito àqueles que constroem essa cidade;

- Fora Beto Richa e sua política neoliberal.

Diretoria do Sismuc

Clique aqui e Acompanhe: BETO RICHA TUR

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

SISMUNE PARTICIPA COM PROFESSORAS DA REUNIÃO SOBRE PLANO DE CARREIRA


Até que enfim a primeira reunião com a Empresa que fará a revisão do Plano de Carreira dos Professores de Nova Esperança saiu.

A reunião seria no Salão Nobre da Prefeitura, mas o local sem ventilação e sem sistema de ar condicionado seria insuportavel para que a reunião tivesse um bom aproveitamento.


A Direção do SISMUNE, pediu gentilmente aos vereadores presente para que a reunião acontecesse na Câmara Municipal, pois a estrutura é bem melhor. Os vereadores atenderam prontamente, e todos podemos confortavelmete ouvir a exposição do Sr. Perez.

O SISMUNE e o COLETIVO DO MAGISTÉRIO, alguns professores convocados pela Admistração acompanharam atentos a exposição do assessor Dr. Perez, que colocou de forma geral os itens que entende ser importante na revisão do Estatuto, principalmente com relação a Lei do FUNDEB e a Lei do Piso Salarial Nacional do Professores.
 
Após a exposição do Assessor, ficamos de estudar de forma ampliada os itens colocados e marcar uma assembleia para que todas as professoras possam participar e opinar, tirando assim uma proposta de consenso da categoria. Ficou também acordado que a assessoria mandara para o SISMUNE, o esboço as mudanças do plano de carreira, para podermos opinar.
 


  Doenças adquiridas no trabalho
 
A reunião foi marcada também por um relato da professora Aparecida Lago, que após trabalhar mais de 14 anos sem faltar ao trabalho, não recebeu nenhum tipo de incentivo por esta dedicação, e que agora o prêmio é seu braço praticamente inutilizado, por movimentos repetitivos, em sala de aula. A professora ficou muito emocionada e um silencioso tomou conta do ambiente. O relato se fez após Dr. Perez apresentar uma proposta de adicional de assiduidade para os funcionarios que não faltarem nem um dia no mês.
 
O SISMUNE, agradeçe o apoio do vereadores Jr. Alberto, Dorival Boreggio e Vera do PT, por acompanharem todos os trabalhos e colocarem seu total apoio as reivindicações das professoras, que não são de nenhuma foram propostas absurdas. Agradeçemos também a presença da vice-presidente do FUNDEB, a professora Andressa Ernegas, que vem acompanhando todos os trabalhos de revisão do estatuto e do plano carreira.
 
Alertamos todas as professoras para mais do que nunca, acompanharem de perto a revisão do estatuto e plano de carreira da categoria

Trabalhador sindicalizado tem desconto em ingresso para filme sobre Lula

24/11/09

Os trabalhadores sindicalizados pagarão somente R$ 5 pelo ingresso.

Os trabalhadores sindicalizados já podem adquirir ingressos para o filme “Lula, o filho do Brasil” pelo preço simbólico de R$ 5.

Basta apresentar a carteirinha que comprove a filiação a qualquer sindicato do País nas bilheterias das redes Cinemark, UCI e Grupo Severiano Ribeiro. A promoção é válida até o dia 3 dezembro.

No ato da compra, o trabalhador deverá escolher data e hora da sessão pretendida, observando o período da exibição (entre 1 e 7 de janeiro de 2010).

Para consultar dias e horários da apresentação do filme, consulte os sites www.cinemark.com.br, www.ucicinemas.com.br e www.severianoribeiro.com.br.

Mais desconto – Já a partir do dia 15 de janeiro de 2010, os sindicalizados poderão adquirir um ingresso com 50% de desconto, mediante a apresentação de uma carteirinha que comprove a filiação e um documento com foto nos cinemas citados acima.

CUT promove pré-estréia – No dia 3 de dezembro, às 21h, a Central Única dos trabalhadores promoverá a pré-estréia da obra em São Paulo para 430 convidados.

A exibição ocorrerá no histórico cinema Marabá, na esquina da avenida Ipiranga com a São João, região central da cidade de São Paulo.

O filme

Com direção de Fábio Barreto, “Lula, o filho do Brasil”, retrata a vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o nascimento, em 1945, no sertão de Pernambuco, até a formação do líder sindical nas fábricas e no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em 1980, três anos antes de participar da fundação da CUT.

O elenco conta com 130 atores. Rui Ricardo Diaz faz o papel de Lula dos 18 aos 35 anos, Glória Pires interpreta Dona Lindu, mãe de Lula, Cléo Pires vive a primeira mulher do presidente e Juliana Baroni atua como a primeira-dama Marisa Letícia.

Segundo Luiz Carlos Barreto, idealizador do projeto e produtor, a idéia foi retratar o homem comum por trás da figura pública, que possui uma “extraordinária capacidade de superar dificuldades”.

Para assistir ao trailer, acesse a página oficial do filme: http://www.lulaofilhodobrasil.com.br/

Fonte: CUT

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Serra perdeu 15 pontos percentuais nos últimos 12 meses, mostra pesquisa

Segundo diretor do Instituto Sensus, desde dezembro de 2008, o governador paulista vem perdendo intenção de votos. Crescimento de Dilma deve-se à exposição na mídia
Por: Redação
Publicado em 23/11/2009, 13:20
Última atualização em 13:20


Para o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, "está claro para a população que Lula melhorou o país e o projetou no exterior" (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB-SP) caiu 7 pontos percentuais na pesquisa CNT/Sensus, na comparação com a última edição do levantamento. Em setembro, Serra tinha 39,5%, mas agora aparece com 31,8% no principal cenário de acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira (23) pela Confederação Nacional do Transporte.

A segunda colocada, pré-candidata do PT, a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, subiu para 21,7%. A variação fica dentro da margem de erro de três pontos para mais ou para menos, já que, na pesquisa anterior, ela tinha 19%.

O cenário apresenta Ciro Gomes (PSB-SP) com 17,5% e a senadora Marina Silva (PV-AC) com 5,9%. A comparação fica dificultada, porque o levantamento não repetiu o cenário de setembro Ciro Gomes (PSB-SP) não aparecia na disputa com Serra e Dilma.

Leia também:

>> Vinculação ao governo FHC prejudica candidatura de Serra, avalia pesquisa CNT-Sensus

>> Para analista, pesquisas eleitorais estão voltadas a aliançasRealizada entre os dias 16 e 20 de novembro – período posterior ao blecaute ocorrido no dia 10 –, a pesquisa abrangeu 24 estados e entrevistou 2 mil pessoas em 136 municípios das cinco regiões do país.

A princípio, o blecaute não influenciou negativamente a avaliação do presidente ou do governo e nem colou na imagem do presidente ou de sua candidata, Dilma Roussef. Mas isso precisa ser melhor avaliado para ficar mais claro, uma vez que não fizemos perguntas específicas sobre o tema, como também não fizemos sobre (o desmoronamento de três vigas na obra do) Rodoanel. Mas isso deverá ser feito na próxima pesquisa”, disse o presidente da CNT, Clésio Andrade.

"Serra perdeu 15 pontos percentuais nos últimos 12 meses", sustentou o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, referindo-se ao patamar conquistado pelo pré-candidato em dezembro de 2008. Para ele, o crescimento da avaliação de Lula tem como carro-chefe a economia. “Está claro para a população que Lula melhorou o país e o projetou no exterior.

Dois possíveis fatores explicariam esse movimento, de acordo com o presidente da CNT, Clésio Andrade: a recusa de Serra em lançar-se oficialmente à sucessão de 2010 e o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com altos índices de rejeição. "Há uma tendência de queda", disse Guedes.

Candidata do governo, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, avança por duas razões, na visão do instituto. A pré-aliança com o PMDB deu-lhe exposição maciça na mídia e a colocou mais ao centro do espectro ideológico. O segundo fator é o apoio do presidente Lula.

Apenas duas únicas listas foram repetidas em novembro. Com Serra, Dilma e Marina, a petista é a única que varia além da margem de erro, de 19,9% para 23,5%, na segunda posição. O governador paulista mantém-se em primeiro com 40,5%, pouco acima do patamar de setembro, quando tinha 40,1%. Já a senadora do PV oscilou de 9,5% para 8,1%.

Sem Serra, Ciro Gomes fica à frente de Dilma, com 25% a 21,3%, seguidos de Aécio Neves (14,7%) e Marina Silva (7,3%). Sem o pré-candidato do PSB, Dilma iria a 27,9%, contra 20,7% do governador de Minas Gerais.

Na simulação de segundo turno, a vantagem de Serra diminui em seis pontos percentuais. Ele tinha 49,9% contra 25% de Dilma em setembro e, agora, aparece com 46,8% contra 28,2%.

No confronto com Ciro Gomes em um eventual segundo turno, a diferença cai 8,9%. Serra tinha 51,5% contra 16,7% de Ciro. Em novembro, o tucano ficou com 44,1% das intenções de voto diante de 27,2% do deputado federal.



Avaliação do governo

A avaliação positiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu governo voltaram a crescer segundo a pesquisa CNT/Sensus. Em novembro, o governo Lula obteve avaliação positiva de 70% dos pesquisados, contra os 65,4% registrados em setembro. A pesquisa avaliou também o desempenho pessoal do presidente, que chegou, em novembro, a 78,9% – em setembro esse índice estava em 76,8%.

Na pesquisa de intenção de voto espontânea, em que não são apresentados os nomes para a disputa eleitoral, Lula continua na frente mesmo sem poder ser candidato, mas com um percentual mais baixo. Em setembro, 21,7% apresentavam desejo de apoiá-lo à presidência, percentual reduzido a 18,1% no levantamento atual.

Com informações da Agência Brasil

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

ATENÇÃO PROFESSORAS REUNIÃO PCCS NA PREFEITURA

REUNIÃO COM ADMINISTRAÇÃO/ASSESSORIA E SINDICATO/COLETIVO DO MAGISTÉRIO


 PCCS DO MAGISTÉRIO


DIA: 24/11/2009


LOCAL: SALÃO NOBRE DA PREFEITURA


HORÁRIO: 13:00 H


PARTICIPEM, ESTA LUTA É DE TOD@S!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

GLOBO HUMILHA NEGROS NO MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA



Escrito por Maria Júlia Nogueira,
Secretária Nacional de Combate ao Racismo

19/11/2009

Quando a novela Viver a Vida estreou na Rede Globo, muitos de nós - ativistas da luta contra a discriminação racial - ficamos contentes. O fato de ter como protagonista uma mulher negra, bonita, inteligente e bem sucedida profissionalmente parecia-nos um importante passo da televisão brasileira. A personagem de Taís Araújo poderia estar colocando um ponto final nos quase cinqüenta anos de estereótipos depreciativos na mídia brasileira, em especial quanto às mulheres negras, condenadas a representarem papéis em que eram estigmatizadas como profissionais da cozinha ou da cama.

Relevamos o fato de que, nas raras vezes em que homens ou mulheres negros aparecem com algum destaque, necessariamente têm um parceiro, ou parceira, branco, como se a ascensão social de negros no mundo ficcional global necessitasse de um "fiador" para se consumar. Ingenuamente acreditamos que, finalmente, a maior rede de televisão do Brasil, percebera que somos um país com enorme pluralidade étnica e, portanto, não seria mais aceitável que nas telas dos lares brasileiros aparecessem apenas brancos em papéis importantes.

Supomos, inclusive, que a Globo tinha feito autocrítica e mudado de rumos após o vexame de ter colocado a primeira e única família rica da história da televisão, na novela A Favorita, de maneira tão negativa que chegava a assustar. Naquela novela, o pai era um deputado corrupto, envolvido com o tráfico de armas, a filha (a mesma Tais Araújo), uma desajustada e devassa e o filho um alcoólatra que só se "encontrou" quando foi trabalhar como porteiro num hotel.

Para nossa surpresa e decepção, presenciamos uma cena num capítulo recente de Viver a Vida que nos remete a clássicos da dramaturgia brasileira no reforço da humilhação das personagens negras. Helena, interpretada por Taís Araújo, sentindo-se culpada pelo acidente que sofreu Luciana, personagem de Aline Moraes vai desculpar-se com a mãe desta, Tereza, representada por Lília Cabral.

Na cena, de joelhos, Helena pede perdão pelas conseqüências de um acidente pelo qual não era responsável. Tereza a quem o desespero por ver a filha paralisada somava-se à raiva por seu marido tê-la trocado por Helena, não a perdoa e desfere-lhe um tapa no rosto.

O reforço da idéia da mulher negra como permissiva e disponível, que levaria os homens (brancos) a cometerem loucuras e a extrema humilhação de Helena na cena, faz acreditar que o autor e a Globo resolveram punir a personagem, colocando-a no "seu lugar", ou seja, de uma pessoa inferior que merece ser surrada a critério daqueles que, efetivamente, são cidadãos plenos de direitos.

Todo o bem que a personagem de Tais Araújo pode ter feito para a auto-estima dos nossos meninos e meninas negros das periferias das grandes cidades e dos sertões deste Brasil afora, onde mais de 80 milhões de pessoas assistem a TV Globo, foi enterrado naquela cena. Mais uma vez a personagem negra sofre humilhação, não reage e aceita a violência, acreditando ser merecedora dela.

É sintomático que a mesma rede de televisão que nos seus telejornais faz campanha contra as cotas e o Estatuto da Igualdade Racial, coloque no ar uma cena tão repulsiva e humilhante para homens e mulheres negras.

O Brasil, nos últimos sete anos teve avanços significativos na promoção da igualdade racial. Pela primeira vez na história tivemos quatro ministros de Estado e um ministro do Supremo Tribunal Federal negros. A Lei 10.639 inclui a história da África e dos negros no Brasil nos currículos escolares, o 20 de novembro está oficializado como o Dia Nacional da Consciência Negra e em várias cidades é feriado. Vemos em propagandas homens, mulheres e crianças negras vendendo cartões de crédito, roupas, veículos, cosméticos, eletrodomésticos móveis e imóveis. Neste 20 de novembro o presidente Lula vai dar título de posse a 3.600 famílias de quilombolas.

Esse avanço, entretanto, parece que não atingiu certos setores da mídia, ou o que é pior, atingiu e contribuiu para que radicalizassem concepções racistas e manifestassem esse pensamento na sua dramaturgia. O fim dos castigos corporais a negros (resquício de três séculos e meio de escravidão) só foi possível graças a uma rebelião de marinheiros em novembro de 1910. Quase cem anos depois, autores e direção da Rede Globo continuam achando legítimo o espancamento de negros.

A Conferência Nacional de Comunicação, que está sendo organizada pelo Governo Federal e a sociedade civil organizada, debaterá a linha editorial dos jornais escritos, falados e televisionados, a independência e neutralidade da imprensa, a questão do direito de resposta e diversos outros temas relevantes. Acredito, porém, que nada é mais importante para se debater do que o conjunto de valores que a mídia tem passado para nossa juventude, a concepção de certo e errado, a valorização ou desvalorização de segmentos da nossa sociedade.

Rever a maneira como a população negra, nos seus aspectos econômicos, sociais, políticos e culturais, tem sido apresentada na mídia brasileira me parece ser um resultado importante a ser esperado desta Conferência. Para que, às portas do 20 de novembro de 2010, não tenhamos que nos indignar novamente diante da tela da televisão que apresenta como natural que uma mulher negra seja esbofeteada em horário nobre.