terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Assédio Moral x Poder de Direção do Empregador

CONSEQUÊNCIAS DO ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO

O empregador tem o poder de direção sobre os empregados, e estes devem ser subordinados àquele, obedecendo suas ordens, cumprindo o contrato de trabalho. Ocorre que a competitividade do mercado atual faz com que exista, muitas vezes, uma cobrança excessiva sobre os funcionários de uma empresa, exigindo resultados impossíveis de se atingir.

A pressão por resultados inatingíveis ou proibições sem razão podem se traduzir no chamado assédio moral. Assédio moral é a exposição dos empregados a situações humilhantes e constrangedoras, que se prolongam no decorrer do contrato de trabalho. Ocorre, na maioria das vezes, entre o chefe e seu subordinado. A palavra assédio significa “insistência impertinente, perseguição, sugestão ou pretensão constantes em relação a alguém” (HOUAISS, 2007).

A violência moral no trabalho constitui um fenômeno internacional segundo levantamento recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) com diversos paises desenvolvidos.

O assédio moral pode acarretar um sentimento de desestabilização, humilhação e de diminuição em relação aos colegas de trabalho, levando a vitima, não suportando mais a situação, a abandonar o emprego.

O ordenamento jurídico brasileiro protege os trabalhadores de tal conduta essencialmente por duas razões. A uma, porque o abandono do emprego enseja a rescisão do contrato de trabalho com a ausência dos direitos trabalhistas que caberiam ao empregado no caso de demissão sem justa causa. A duas, porque a Constituição de 1988 em seu artigo 1º, III, trouxe como fundamento da República Federativa do Brasil a dignidade da pessoa humana.

O Código Civil Brasileiro reconhece que condutas como essa são capazes de gerar dano. Em seu artigo 186 traz que: “Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”.

O trabalhador que sofre assédio moral no trabalho pode postular a rescisão indireta do contrato de trabalho, o que significa que o contrato termina como se houvesse havido a demissão do empregado sem justa causa. Esta possibilidade faz com que todos os direitos trabalhistas garantidos pela legislação brasileira sejam devidos pelo empregador.

A Consolidação das leis do trabalho (CLT) prevê a rescisão indireta do contrato do trabalho em seu artigo 483: “O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando: e) praticar o empregador ou seus prepostos, contra ele ou pessoas de sua família, ato lesivo da honra e boa fama”.

Portanto, é importante que se diferencie o poder de direção do empregador, o qual é lícito, do assédio moral, que é vedado no ordenamento jurídico brasileiro pelos motivos expostos. O ideal é buscar a ajuda de um advogado da área para que este verifique a situação em concreto, objetivando resguardar os direitos do trabalhador e não permitindo que o assédio moral ocasione danos ou traumas psíquicos no mesmo.

Autor: Paulo Henrique Simões Amâncio (OAB/PR: 59.201) - Advogado Trabalhista em Londrina.
Fonte: 
http://www.advogadolondrina.adv.br

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

MP-PR pede fim de benefício a empresa particular bancado com recursos municipais



ODIARIO.COM

O Ministério Público do Paraná, através da Promotoria de Justiça de Proteção do Patrimônio Público de Nova Esperança, no Norte do Estado, apresentou nesta segunda-feira, 12 de dezembro, ação civil pública, com pedido de liminar, para que o Município de Presidente Castelo Branco, que integra a comarca, suspenda imediatamente o serviço de transporte gratuito que mantém para algumas pessoas da cidade que trabalham em Maringá. O MP-PR sustenta que não há interesse público que justifique o benefício – afinal, são pessoas que trabalham em empresas particulares – e que tanto os veículos como os servidores municipais (motoristas) que executam o transporte não dispõem de documentação que autorize o serviço. O responsável pela ação é o promotor de Justiça Nivaldo Bazoti. O caso foi noticiado ao Ministério Público por um cidadão da comarca.
Na ação, o MP-PR relata que as pessoas que utilizam o serviço são trabalhadores de um frigorífico. O Município argumentava que uma lei municipal (nº 678/05) garantia o benefício. O promotor de Justiça verificou que o dispositivo era inconstitucional e, para evitar o processo judicial, propôs então um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), determinando obrigações à empresa beneficiada e à Prefeitura. O frigorífico cumpriu as orientações, mas o Município não, o que levou a Promotoria a propor a ação.
Entre as irregularidades verificadas, o promotor de Justiça sustenta que os veículos não possuem certificado de segurança veicular e os motoristas não detêm habilitação técnica. Além disso, a Lei Municipal n. 678/05 seria inconstitucional em razão da ausência de interesse público que sustente a despesa pública (frota e servidores públicos) em benefício de empresa particular. "Além disso, existe a circunstância de a qualquer momento os trabalhadores poderem ser vítimas de acidente, com perigo às suas próprias vidas, e consequente oneração dos cofres públicos na perspectiva da responsabilidade civil objetiva da Prefeitura por manter o serviço irregular", justifica Bazoti.
Eleições
Na ação, o promotor destaca: "O Ministério de Presidente Castelo Branco é reincidente no descumprimento de metas e compromissos rasos, tanto que é agente passivo em Ação Civil Pública que busca regularização do 'aterro sanitário'; já foi acionado por conta de 'loteamentos irregulares'; sempre está sendo questionado pelo descumprimento de obrigações junto à APAE com atraso de pagamentos do repasse de convênio. Estes foram apenas alguns exemplos, mas há outras várias ações civis públicas em face dos gestores do referido ente, que infelizmente tem perseverado na desobediência e inobservância aos princípios da administração pública, em especial, o 'interesse público' à justificar a edição de seus atos administrativos. Por isto mesmo, o Ministério Público teme que o transporte esteja ocorrendo irregularmente, pretendendo, desta forma, que tal perspectiva seja absolutamente contida, definitivamente resolvida, sem espaço para que tal permaneça e se perpetue, principalmente agora que se aproxima as 'eleições municipais de 2012', onde os políticos utilizam de fatos como o deste feito para buscar simpatia popular (ex.: no caso, daqueles que são beneficiados pelo transporte) às custas dos cofres públicos." 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Funk “Pede pro tio Beto” vira hit na internet; veja o vídeo



O funk do Sindicato dos Servidores de Curitiba, que cobra do prefeito Luciano Ducci (PSDB) a implantação de 30 horas para todos os servidores da saúde, virou hit na internet.
A musiquinha grudenta lembra muito o jingle da campanha do vereador Professor Galdino (PSDB), aquele que acha que é uma ave.
Antes de ouvir o funk “Pede pro tio Beto”, você assistirá alguns instantes de confusão entre trabalhadoras da saúde e assessores do prefeito. Quase foram hoje às vias de fato.

Fonte: Blog do Esmael Morais

SERÁ ESTE O FUTURO DA SAÚDE NO PARANÁ SRº BETO RICHA?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Mobilização da saúde conquista projeto das 30 horas


Uma luta histórica da saúde deu um grande passo hoje. Os vereadores de Curitiba aprovaram projeto de lei que reduz a jornada de trabalho de cinco categorias de Curitiba. A votação, unanime, foi acompanhada por trabalhadores da enfermagem (enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem), técnicos de higiene dental e assistentes de consultório dentário. Os cinco segmentos foram contemplados com a redução da jornada a partir de março de 2012.

O projeto das 30 horas para esses segmentos foi construído em comissão de negociação entre Sismuc e prefeitura. Ele só foi apresentado à câmara de vereadores após mobilizações desses profissionais pela redução da jornada. “Hoje é um momento histórico em Curitiba. A gente está conquistando às 30 horas”, comemora Marcela Bomfim, presidente do Sismuc.

O projeto de lei foi acompanhado de emendas que visavam expandir às 30 horas para todos os segmentos da saúde, mas que foram rejeitadas pela base do prefeito Luciano Ducci. “Nós aprovamos o projeto das 30 horas e oferecemos emendas para que todos recebessem a redução da jornada, mas, infelizmente, a prefeitura erra novamente, como fez com os médicos, ao não incluir as demais categorias no projeto”, explica a vereadora professora Josete.

Como as emendas não alteraram o projeto, ele segue para sanção do prefeito. “É muito importante a gente lembrar que essa conquista de hoje é uma vitória da luta dos trabalhadores ao longo das décadas”, disse Irene Rodrigues, diretora do Sismuc.


Autor: Manoel Ramires
Fonte: Site SISMUC

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

SIMEPAR É CONTRÁRIO A TERCEIRIZAÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA


Caros/as Colegas Médicos/as,

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR, manifesta sua contrariedade ao Projeto de Lei Complementar 915/2011, que dispõe sobre a contratação de Organizações Sociais para prestação de serviço público na área da saúde e outras. Para o SIMEPAR essa contratação constitui a terceirização da atividade fim do Estado o que é inconstitucional.

O Supremo Tribunal Federal está prestes a decidir pela inconstitucionalidade da Lei Federal 9.637/98, que instituiu o modelo das OSs no âmbito federal pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Inclusive o Ministro relator Carlos Ayres Britto votou no sentido de que a privatização via OSs é uma terceirização aberrante, e que o modelo apenas poderia servir para que o Estado fomentasse as entidades (ADIn 1923).

O SIMEPAR acompanha diversos casos em que a contratação de médicos através de OSs nos municípios resulta em precarização dos contratos de trabalho, sonegação de impostos e de direitos dos trabalhadores, disponibilização de mão de obra insuficiente, abaixo da contratada e consequentemente a queda da qualidade dos serviços prestados à população.

Neste momento, em que a Prefeitura de Curitiba, após grande mobilização dos médicos através do SIMEPAR, e pressionada por uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Trabalho, irá encerrar os contratos de terceirização dos médicos que atuam nos centros de urgência, partindo para a contratação desses profissionais por uma fundação municipal; o Governo do Estado se coloca na contramão da história, ao apostar nessa forma lesiva de administrar a saúde pública.

Por tudo isso, o SIMEPAR conclama os médicos e médicas a se manifestarem e pressionarem os Deputados Estaduais a votarem contra o Projeto de Lei Complementar 915/2011.

A votação deverá ser realizada nesta segunda-feira, dia 05 de dezembro, na parte da tarde. Trabalhadores de diversas áreas, em especial da saúde, vão se reunir na Assembléia Legislativa a partir das 13:30 horas. Participe!

Encaminhamos abaixo a lista de e-mails dos deputados estaduais para que você se manifeste sobre esse assunto diretamente.

Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná - SIMEPAR

No portal da Assembleia Legislativa você pode encontrar os telefones dos Deputados Estaduais: http://www.alep.pr.gov.br/

EMAILS DOS DEPUTADOS ESTADUAIS:

alexandrecuri@alep.pr.gov.br
andrebueno@alep.pr.gov.br
anibelli@alep.pr.gov.br
artagaojunior@pr.gov.br
augustinhozucchi@alep.pr.gov.br
bernardocarli@alep.pr.gov.br
cantoramaralima@alep.pr.gov.br
cesarsilvestrifilho@alep.pr.gov.br
cheida@alep.pr.gov.br
cleitonkielse@alep.pr.gov.br
contato@douglasfabricio.com.br
contato@hermasbrandaojr.com.br
contato@neyleprevost.com.br
contato@renipereira.com.br
dep.fabiocamargo@hotmail.com
dep.pedrolupion@gmail.com
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Servidores municipais de Curitiba entram em greve na segunda-feira

Gota d’água foi de mensagem da Prefeitura na Câmara que acaba com direitos trabalhistas
  01/12/11 às 21:07  |  Da Redação

Assembleia realizada ontem definiu pela paralisação dos servidores a partir da semana que vem (foto: Franklin de Freitas)
Os servidores municipais de Curitiba aprovaram, em assembleia realizada na noite desta quinta-feira (1º), a deflagração de greve a partir da próxima segunda-feira. A assembleia foi chamada há mais de dez dias e, em princípio, trataria da proposta da Prefeitura de implantar a jornada de 30 horas semanais para apenas cinco categorias da saúde. Mas durante esta semana outros fatos levaram o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) a ampliar o leque de insatisfação.
Além de não oferecer nenhuma proposta nova que incluísse todas as categorias da saúde na nova jornada de 30 horas, a Prefeitura encaminhou para a Câmara de Vereadores mensagens que mexem na estrutura sindical e trabalhista do serviço público municipal. As  mensagens alteram a Lei Orgânica do Município, e restringem o número de servidores de licença para atuar nos sindicatos. Segundo o Sismuc, tal mensagem também mexe na lei e alteraria direitos trabalhistas, como o fim da data base para negociação salarial, o fim da obrigação de se repôr automaticamente a inflação e a quebra da isonomia entre as categorias.




Tudo isso pode acontecer se a Prefeitura conseguir aprovar a proposta de emenda 035.00036.2011, que remove os incisos I e II do art. 30, o inciso XII do art. 80, o art. 81 e o art. 100 da Lei Orgânica do Município e o art. 9 dos Atos das Disposições Transitórias. “Essas mudanças estão sendo votadas na calada da noite e querem afetar totalmente a vida dos servidores públicos”, diz Marcela Bomfim, presidenta do Sismuc.
Se a proposta passar, o servidor pode ficar sem nenhum aumento em 2012. Ficar com “0% de reajuste”. Só para comparar, neste ano a Prefeitura foi obrigada a dar 6,5%, que era a reposição da inflação. Mas se a  mensagem de emenda for aprovada permitirá que se dê reajuste para a categoria que se quiser em Curitiba, como no caso dos médicos e procuradores, que tiveram reajuste de salário neste ano deixando de fora os vencimentos dos demais trabalhadores. 
Com isso, o que deveria ser uma greve das categorias da saúde excluídas das 30 horas, pode se tornar uma greve geral dos servidores. Amanhã, o Sismuc realiza um ato público alertando a população sobre o que está para acontecer com o funcionalismo. Na segunda, a paralisação começa com ato na Praça Santos Andrade e caminhada para a Prefeitura. Os servidores também podem fazer pressão durante a votação na Câmara.

MOBILIZAÇÃO CONTRA AS OSs NO PARANÁ


Vazamento de gás em fábrica de Maringá deixa 12 trabalhadores intoxicados



Notícia de 30/11/2011,   13:06:32hrs         Fonte: odiario.com 
Um vazamento de gás amônia, em uma câmara fria da fábrica de conservas Palmali, localizado na Avenida Itororó, Zona 2 de Maringá, deixou 12 trabalhadores intoxicados. Segundo o soldado Rodrigo Brugnole, do Corpo de Bombeiros, as vítimas foram conduzidas, por volta das 8h desta quarta-feira (30), ao Hospital Santa Rita. Nenhuma em estado grave.

"Os trabalhadores nos contaram que o vazamento teria iniciado por volta das 12h de ontem. Assim que eles voltaram ao serviço hoje cedo o cheiro ainda estava forte e muitos passaram mal", conta Brugnole.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros está na fábrica para fazer vistoria. O local só será liberado após houver segurança de que não há mais perigo. A fábrica foi evacuada e os 250 funcionários do setor industrial foram dispensados. Apenas o setor administrativo continua em serviço.

Conforme a gerente industrial da empresa, Daniela Nigott, o vazamento iniciou ontem. "Nós dispensamos os trabalhadores do período da tarde e fizemos a soldagem para conter o vazamento. Hoje o cheiro ainda estava muito forte, por isso algumas pessoas passaram mal, mas nós dispensamos os funcionários imediatamente", afirma.

O gás amônia é utilizado em câmaras frias para resfriar os alimentos. Entre os sintomas da intoxicação está o vômito e dores de cabeça.

A empresa não confirmou o número de trabalhadores intoxicados. Não há previsão para o retorno do funcionamento do setor.

Por volta das 11h45, a assessoria de marketing do Hospital Santa Rita informou que todos os funcionários já haviam sido atendidos e liberados ainda nesta manhã.